Foto: Mauro Pimentel / Terra
nas festas de Momo há alegria, descontração, encantamento
limites e regras gelatinizam e escorrem doces pelas fantasias
o proibido se revela permissivo e conceitos morais se esvaziam
entre a bebida e a alegria dionisíaca tudo acontece em orgias
catarse da multidão num exorcismo ritmado do cotidiano
lantejoulas e pequenas plumas, glitter e alegorias tingem as ruas
suor, tesão e tensão revezam-se nas sombras de alamedas escuras
no sorriso largo de quem samba sacudindo as ancas sensuais
a alma humana se traduz nas melodias nem sempre cantadas
nas cinzas a Fênix se renova entorpecida
pouco se lembra, nada se recorda
nada é mais permitido do que o carnaval comporta
veste a antiga máscara e contracena com adormecidos valores.

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