domingo, 7 de abril de 2013

Letras Afoitas

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o dia transpira em meus poros
traduzindo-se em versos cadenciados
estendem-se feito gavinhas agarrando-se aqui e acolá
quase um pedido de socorro de uma alma ansiosa em se expressar
desanimados os minutos cessam paralisados pela tinta
escrevo leve em sementes e letras brotam ávidas e sonoras
meu pensamento segue a trajetória dos sons
que minha voz proclama ao recitá-la
uma quietude no cerne do espírito
a erupção do poema e o silêncio após o gozo
o vento passa e os suores, em calefação, são nuvens algodoadas
minha poesia é minha oração
um toque na eternidade naqueles segundos que se despedem
perfume impresso nas linhas que traço
a noite me acalenta enquanto embalo o que escrevo
reencontro-me num suspiro literário
vejo-me, ouço-me, toco-me
fortuito momento de existência
vida é apenas um poema entre sóis que reluzem no infinito.


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