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Oh! Pássaro alado que
me sonda à noite
Na fria esquina, no
apartamento, no descampado
Cubro-me com tuas
asas negras
Gigantesco corvo que me observa devorador
tua saliva me faz
cessar a sede e teu sangue me entorpece
teu hálito me
alimenta, tua sombra reconforta
quando chega o fim do
dia e o crepúsculo emerge
no horizonte te
destacas, incólume, renascido
e então me segues por
onde eu caminhe descuidado
vejo-te ali, estás ao
meu lado
um corvo, um mocho,
um mago
ciceroneando ruas,
trilhas, travessas
e enamorado me
abraças em corpo quente
para sermos tão
somente um diante de tanta gente
o mistério da
comunhão mítica às avessas...

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