pedras semipreciosas em cores cintilam
a lua argêntea beija o lago, o riacho, a poça d´água, a
fossa
diamantina reflete a cidade
ao longe o silêncio das cores que refulgem
casas que se acotovelam
no morro tomado
o cão que late desvairado
a mulher que grita chamando o menino
que brinca entre as ladeiras
apertadas
a buzina, o programa de televisão
horário do noticiário
mortes, invasão, represálias, prisão
a metralhadora
silêncio no morro em luzes brilhantes
paz quieta que inquieta a gente
chora o recém nascido e segue o funeral entristecido
o mesmo redemoinho de gente
mesmas emoções, mesmo medo, mesmos sonhos
de ser gente
de brilhar como estrela
ser estrela da TV ou do baile funk
a cidade é bela
dá até pra ver o mar...
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