foto: Geraldo Gabriel Bossini
Como um vampiro quero
lhe tragar a alma
Esvaziar-te de ti
mesmo e sentir teu corpo inerte
Murcho e solto, para
eu brincar qual gato e passarinho
Te arrastar para o
meu ninho no alto da mais alta árvore
Qual harpia e sua
presa, em noite de esplêndida beleza
A lua, prata e
reluzente, em teu corpo nu dormente
O canto da coruja e o
voo dos morcegos
A dama da noite que
se abre cheirosa
E minha língua a percorrer-te
prazerosa
Mula sem cabeça,
gnomos, fadas, bruxas
Em ti todos os seres,
para ti todos os prazeres
Para ti me rendo,
admirando a nudez pálida de teu corpo
Preso em minhas teias
te devoro aos poucos
Cuidando para estar
contigo por toda a eternidade
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