terça-feira, 16 de novembro de 2010

A CLAREIRA

Seguia pela rua de pedra admirando a placidez da noite e o vôo silencioso dos morcegos ao redor das árvores. Silêncio tumular, ferido somente pelo latido distante de um cão aparentemente enorme enjaulado em alguma casa não distante dali. A praça deserta, o vento varrendo as folhas secas. Contam que ali fora um cemitério quando a cidade brotava engolida entre as montanhas.
Respirei fundo para sentir a madrugada. Em breve estaria em casa e a vida retornaria a sua monotonia infernal. A cama, a estante, o criado-mudo com uma foto, as paredes manchadas pelas infiltrações. A vida sem sentido: acordar, ir para o trabalho, engolir sapos, ir para a escola...afinal, precisamos ser alguém na vida. E agora, saindo da escola me dou o direito de solitária vagar um pouco, eu comigo mesma, apenas eu e a noite, sem barzinhos, sem conversa furada, sem correr atrás de meninos bonitos para satisfazer um instante obsoleto de minha vida.
Vida ! Como se eu pudesse chamar isso de vida.
Enfim a casa e o mísero quartinho em que me escondo.
- Sai pra lá, Bóris !
Sempre sou recepcionada pelo estrondoso viralata, anunciando minha chegada a vizinhança.
Não tardou a chuva e o sono.
O relógio rimbombou pelo aposento. Hora do trabalho. Entrar no escritório turbulento, telefones, monitores e o corre-corre atropelado de gente carregada de papéis.
Olavo Zanton é o mais novo funcionário. Zanton como prefere ser chamado. Parece amigável, mas é reservado, quieto, de poucas palavras.
- Você é Zaíra, não é ? Da recepção ?, perguntou-me ele buscando ser gentil.
- Sim, faço o atendimento. Você não é daqui ? – perguntei buscando alongar um pouco o assunto enquanto enchia um copinho com café.
- Devia evitar o café..., disse apontando para o copinho num gesto risonho e discriminador, - é...fui transferido, quis respirar um pouco, sair do sufoco da grande cidade.
- Então você vai gostar daqui, monotonia é o que não falta.
- Você podia me apresentar a cidade, não conheço ninguém e muito menos onde estou.
- E aceitou vir para um lugar que nem conhece ?
- Aventura ! Posso esperar você quando sairmos ? De repente estou aqui por sua causa...e isso não é uma cantada !
- Não !, respondi olhando-o nos olhos.
- Oh ! Você é direta !
- Não, exatamente. Saindo daqui vou para a escola. A gente se vê quando eu sair de lá. Espere-me em frente ao portão. É a única escola, você não terá dificuldades em encontrá-la.
O dia correu rápido e não de morou para que eu avistasse Zanton me aguardando diante do velho portão.
- E então, para onde vamos ?, disse ele olhando os reflexos da lua escondida entre as nuvens.
- Hum, tenho um lugar que gosto, mas talvez não lhe agrade, caso esteja pensando em um barzinho.
- Na verdade, passaria a noite caminhando..., comentou ele em fina sintonia com meus sentimentos.
- Vamos, então...
Levei-o a praça, soturna e isolada, do antigo cemitério.
O cenário era o mesmo: as imensas árvores com suas raízes caminhando sobre a terra, os bancos ocultos na penumbra, o vento cantando entre os galhos. Zanton parecia-me hipnótico. Conversamos por horas a fio, sentados no gelado banco, apartados do mundo. Em pouco tempo sabíamos muitos detalhes de um e de outro. Mas algo nele ainda era enigmático.
Nossa presença no banco cativo tornou-se freqüente. Papos intermináveis e animados se sucediam, até que o assunto voltou-se para religião:
- Em que você acredita ?, disparou ele em determinado momento.
- Hum, não sei. Mas acho que deve existir algo maior, mas não vou dizer que realmente acredito. E você ?
- Acredito em muita coisa...o mundo é cheio de mistérios. Deuses, anjos, espíritos e demônios se esbarram a todo momento.
- Jura ?! Não vai me falar em assombrações, vampiros e lobisomens ! Falando sério, você segue qual religião ?
- Todas e nenhuma.
- Como assim ?
- Os antigos deuses ainda reinam, assim como aqueles vinculados às crenças atuais. E ainda aqueles que ainda vão emergir...
- Mas hoje ninguém acredita mais nisso...
- Muitos sabem que existem, sim, e os cultuam. Osíris, Baal, Ishtar, deuses de todas as civilizações...podem ser conectados.
- Achei que hoje eles só existissem nas aulas de História !
- Os deuses são eternos...
Zanton levou-me a um bosque ali próximo (para quem não conhecia nada dali, ele estava um GPS incrível). A clareira era magnífica, parecia acolher a lua cheia em plenitude. Acendeu uma fogueira. A lenha já estava ali disposta aguardando nossa chegada. Retirou do bolso um saquinho de tecido e aspergiu o pó sobre as chamas quentes e azuladas. Pediu que eu apenas observasse e que, em hipótese alguma, saísse dali. Na clareira estaria segura e protegida.
Ajoelhou-se no centro do círculo formado por imensas árvores. Pareceu tornar-se de cera. Um vento forte agitou as folhagens e passei a ouvir passos estalando galhos secos no breu do bosque. Gradualmente foi se despindo enquanto pronunciava palavras estranhas num tom lamentoso e ritmado. Ouvi um estrondo que me abalou, meu coração começou a pulsar sofregamente e tive vontade de sair em disparada, mas me contive, não iria me aventurar naquela escuridão.
A lua pareceu situar-se exatamente onde estávamos. Tive a nítida impressão de alguém estar parado atrás de mim. Não ousei olhar para trás.
Zanton levantou-se e ergueu os braços clamando por algo. A lua encobriu-se, as chamas da fogueira oscilavam gerando luz e total escuridão. Foi num desses momentos em que sucedendo as trevas, o fogo ergueu-se e vi um homem muito alto, de cabelos longos e esvoaçantes, também nu, diante de meu amigo. Ao lado desse homem havia um lobo de olhos chamejantes. O homem olhou-me entrando pelos meus olhos como lâmina afiadíssima e congelando minha alma. Comecei a tremer intensamente, mas estava paralisada.
Outro vacilar do fogo e Zanton estava só, ajoelhado.
Novamente vieram palavras desconexas e vibrantes, como um agradecimento ou algo assim.
Lentamente levantou-se, vestiu-se e disse-me que podíamos ir. Permaneceu em completo silêncio e disse-me que nada havia a temer.
Estava muito curiosa para interrogá-lo. Após o medo, passei a me interessar profundamente e imaginei poder conectar-me com uma divindade.
Zanton era muito querido por todos, havia uma sedução natural nele. Transmitia confiança e até dependência. Culto, inteligente e “na dele”, sabia ouvir e aconselhar, com a experiência de alguém muito velho, apesar de sua pouca idade. Algumas pessoas do trabalho diziam que era a reencarnação de alguém já evoluído.
Em uma das noites em que ia me buscar para conversarmos pude apresentar um colega de classe, Thiago, um loirinho de olhos bem azuis. Não demorou para que formássemos um trio, sempre juntos, bastando nos aproximarmos para surgir inúmeras brincadeiras descontraídas.
Percebi que havia algo mais entre Zanton e Thiago. À princípio julguei ser ciúme de minha parte, mas aos poucos percebi que não era impressão ou encucação minha.
Zanton contou-me que aquele homem que eu vira na clareira era um vampiro e que ele também era, que ele se alimentava da energia de algumas pessoas. Explicou-me que tinha uma alimentação normal como qualquer pessoa, mas precisava de outros fluidos para manter-se jovem, lépido e eterno.
Achei fascinante, mas não acreditei em uma só palavra. Ele era cheio de brincadeiras.
Naquela noite foram para a clareira apenas ele e Thiago.
Thiago estava apaixonado, mas não era essa a palavra. Estava alucinado, pensava fixamente em Zanton e parecia regredir em todas as outras coisas: na escola, no trabalho, nas metas de vida. Eu que me sentia até então tão sem objetivos, tinha o efeito contrário, sonhava cada vez mais e me sentia incrivelmente feliz.
Conheci um rapaz, cliente do escritório, e combinamos sair. Resolvi dar uma chance a mim mesma. Ser normal, como toda e qualquer garota, embora com o coração apertado, pois deixaria de ver Zanton naquela noite e isso me torturava.
Meu encontro com o cliente foi intenso, sexual, ardente. Sentia-me revitalizada, viva. Thiago comentou que eu estava estranhamente linda. Zanton olhou-me e sorriu dizendo “que é assim que começa”.
Soube que Zanton saía eventualmente com outros rapazes, mas mantive o segredo para não ferir Thiago. Estranhamente comecei a sentir essa necessidade: a de deixar fluir a luxúria. Tinha a impressão de poder sentir o cheiro das pessoas e identificar se seria um bom parceiro ou não.
Curiosamente notei que as pessoas começavam a perceber-me, a conversar mais, a reconhecer meus progressos e minhas vitórias...meu chefe até prometeu que eu subiria de cargo.
- O que está acontecendo comigo ?, indaguei Zanton enquanto me ajeitava entre as raízes de uma grande árvore.
- Algo mais aconteceu naquela noite na clareira...você foi apresentada e aceitou “fazer parte do grupo”.
- Não me lembro de nada disso...apenas fiquei petrificada. Fiquei morrendo de medo.
Zanton levantou-se e colocou o polegar entre as minhas sombrancelhas.
- Feche os olhos e se lembre - ordenou ele.
Imediatamente muitas cenas começaram a pulular diante de mim. Vi o vampiro aproximar-se e olhar-me fixamente. Vi, então, que eu estava nua no centro da clareira deixando-me penetrar por ele, em muitas posições, enquanto o vento chicoteava o fogo. Ele beijava meu pescoço e o prazer era intenso, como nunca havia experimentado.
- Isso é o que você faz com as pessoas agora, comentou ele sorrindo enquanto voltava a se sentar no banco de cimento. Isso é o que faço. Através da energia emanada pelo sexo nos alimentamos, além do sangue. Mas isso não é promiscuidade, nem se preocupe porque você não vai viver pensando “só nisso”. Será sempre um ritual mágico, em que você assume sua eternidade.
- Sangue ?, questionei sem entender.
- Você não beija o pescoço, você bebe o sangue. O sangue vivo e pulsante. É isso que revitaliza...
- Eu não faço isso...protestei indignada.
- Ainda não conscientemente, mas o fará...vaticinou Zanton com segurança.
- O Thiago também ? – perguntei interessada.
- Não, ele é apenas alimento. Você saberá quando deve trazer alguém para o grupo.
- Mas não sei fazer aqueles rituais, não tenho o conhecimento que você tem. Sou apenas alguém que ralo no trabalho durante o dia e faço o Ensino Médio à noite...
-...e caça de madrugada ! Não se preocupe, após mim você conhecerá outro que a instruirá em outras artes...já chegou minha transferência, vou para outra cidade...
- Você não pode deixar-me, deixar o Thiago...
- Os vampiros são solitários, embora vivam momentamente com seu grupo. Em breve você conhecerá o seu...
Já fazia um mês que Zanton havia ido embora quando encontraram Thiago boiando no rio que corta a cidade. Eu, por minha vez, voltei ao meu retiro cotidiano, cortado eventualmente por um momento mais ardente com alguém.
Respirei fundo para sentir a madrugada. Em breve estaria em casa e a vida retornaria a sua monotonia infernal. A cama, a estante, o criado-mudo com uma foto, as paredes manchadas pelas infiltrações. A vida sem sentido: acordar, ir para o trabalho, engolir sapos, ir para a escola...afinal, precisamos ser alguém na vida. E agora, saindo da escola me dou o direito de solitária vagar um pouco, eu comigo mesma, apenas eu e a noite, sem barzinhos, sem as conversas alegres com Zanton, caçando às vezes meninos bonitos para satisfazer um instante obsoleto de minha vida.
Ali estava eu diante da praça do cemitério, mais uma vez solitária e desesperançosa. Foi quando um homem já idoso se aproximou:
- Como está garota ? Zanton disse que iria me encontrar, não disse ? Então vem comigo. Está na hora de você se tornar realmente vampira.

CONTOS EMANADOS DE SITUAÇÕES COTIDIANAS

“Os contos e poemas contidos neste blog são obras de ficção, qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações terá sido mera coincidência”

SABORES DO COMENDADOR

Ator Nacional: Carlos Vereza

Ator Internacional: Michael Carlisle Hall/ Jensen Ackles/ Eric Balfour

Atriz Nacional: Rosamaria Murtinho / Laura Cardoso/Zezé Mota

Atriz Internacional: Anjelica Huston

Cantor Nacional: Martinho da Vila/ Zeca Pagodinho

Cantora Nacional: Leci Brandão/ Maria Bethania/ Beth Carvalho/ Alcione/Dona Ivone Lara/Clementina de Jesus

Música: Samba de Roda

Livro: O Egípcio - Mika Waltaire

Autor: Carlos Castañeda

Filme: Besouro/Cafundó/ A Montanha dos Gorilas

Cor: Vinho e Ocre

Animal: Todos, mas especialmente gatos, jabotis e corujas.

Planta: aloé

Comida preferida: sashimi

Bebida: suco de graviola/cerveja

Mania: (várias) não passo embaixo de escada

O que aprecio nas pessoas: pontualidade, responsabilidade e organização

O que não gosto nas pessoas: pessoas indiscretas e que não cumprem seus compromissos.

Alimento que não gosta: coco, canjica, arroz doce, melão, melancia, jaca, caqui.

UM POUCO DO COMENDADOR.


Formado em Matemática e Pedagogica. Especialista em Supervisão Escolar. Especialista em Psicologia Multifocal. Mestre em Educação. Doutor Honoris Causa pela ABD e Instituto VAEBRASIL.

Comenda Rio de Janeiro pela Febacla. Comenda Rubem Braga pela Academia Marataizense de Letras (ES). Comenda Castro Alves (BA). Comendador pela ESCBRAS. Comenda Nelson Mandela pelo CONINTER e OFHM.

Cadeira 023, da Área de Letras, Membro Titular do Colegiado Acadêmico do Clube dos Escritores de Piracicaba, patronesse Juliana Dedini Ometto. Membro efetivo da Academia Virtual Brasileira de Letras. Membro da Academia Brasileira de Estudos e Pesquisas Literárias. Membro da Literarte - Associação Internacional de Escritores e Acadêmicos. Membro da União Brasileira de Escritores. Membro da Academia de Letras e Artes de Fortaleza (ALAF). Membro da Academia de Letras de Goiás Velho (ALG). Membro da Academia de Letras de Teófilo Ottoni (Minas Gerais). Membro da Academia de Letras de Cabo Frio (ARTPOP). Membro da Academia de Letras do Brasil - Seccional Suíça. Membro da Academia dos Cavaleiros de Cristóvão Colombo. Embaixador pela Académie Française des Arts Lettres et Culture. Membro da Academia de Letras e Artes Buziana. Cadeira de Grande Honra n. 15 - Patrono Pedro I pela Febacla. Membro da Academia de Ciências, Letras e Artes de Iguaba Grande (RJ). Cadeira n.º 2- ALB Araraquara.

Moção de Aplausos pela Câmara Municipal de Taquaritinga pelos serviços em prol da Educação. Moção de Aplausos pela Câmara Municipal de Bebedouro por serviços prestados à Educação Profissional no município. Homenagem pela APEOESP, pelos serviços prestados à Educação. Título de Cidadão Bebedourense. Personalidade 2010 (Top of Mind - O Jornal- Bebedouro). Personalidade Mais Influente e Educador 2011(Top of Mind - O Jornal- Bebedouro). Personalidade 2012 (ARTPOP). Medalha Lítero-Cultural Euclides da Cunha (ALB-Suíça). Embaixador da Paz pelo Instituto VAEBRASIL.

Atuou como Colunista do Diário de Taquaritinga e Jornal "Quatro Páginas" - Bebedouro/SP.
É Colunista do Portal Educação (http://www.portaleducacao.com.br

Premiações Literárias: 1º Classificado na IV Seletiva de Poesias, Contos e Crônicas de Barra Bonita – SP, agosto/2005, Clube Amigo das Letras – poema “A benção”, Menção Honrosa no XVI Concurso Nacional de Poesia “Acadêmico Mário Marinho” – Academia de Letras de Paranapuã, novembro/2005 – poema “Perfeita”, 2º colocado no Prêmio FEUC (Fundação Educacional Unificada Campograndense) de Literatura – dezembro/2005 – conto “A benção”, Menção Especial no Projeto Versos no Varal – Rio de Janeiro – abril/2006 – poema “Invernal”, 1º lugar no V Concurso de Poesias de Igaraçu do Tietê – maio/2006 – poema “Perfeita”, 3º Menção Honrosa no VIII Concurso Nacional de Poesias do Clube de Escritores de Piracicaba – setembro/2006 – poema “Perfeita”, 4º lugar no Concurso Literário de Bebedouro – dezembro/2006 –poema “Tropeiros”, Menção Honrosa no I concurso de Poesias sobre Cooperativismo – Bebedouro – outubro/2007, 1º lugar no VI Concurso de Poesias de Guaratinguetá – julho/2010 – poema “Promessa”, Prêmio Especial no XII Concurso Nacional de Poesias do Clube de Escritores de Piracicaba, outubro/2010, poema “Veludo”, Menção Honrosa no 2º Concurso Literário Internacional Planície Costeira – dezembro/2010, poema “Flor de Cera”, 1º lugar no IV Concurso de Poesias da Costa da Mata Atlântica – dezembro/2010 – poema “Flor de Cera”. Outorga do Colar de Mérito Literário Haldumont Nobre Ferraz, pelo trabalho Cultural e Literário. Prêmio Literário Cláudio de Souza - Literarte 2012 - Melhor Contista.Prêmio Luso-Brasileiro de Poesia 2012 (Literarte/Editora Mágico de Oz), Melhor Contista 2013 (Prêmio Luso Brasileiro de Contos - Literarte\Editora Mágico de Oz)

Antologias: Agreste Utopia – 2004; Vozes Escritas –Clube Amigos das Letras – 2005; Além das Letras – Clube Amigos das Letras – 2006; A Terra é Azul ! -Antologia Literária Internacional – Roberto de Castro Del`Secchi – 2008; Poetas de Todo Brasil – Volume I – Clube dos Escritores de Piracicaba – 2008; XIII Coletânea Komedi – 2009; Antologia Literária Cidade – Volume II – Abílio Pacheco&Deurilene Sousa -2009; XXI Antologia de Poetas e Escritores do Brasil – Reis de Souza- 2009; Guia de Autores Contemporâneos – Galeria Brasil – Celeiro de Escritores – 2009; Guia de Autores Contemporâneos – Galeria Brasil – Celeiro de Escritores – 2010; Prêmio Valdeck Almeida de Jesus – V Edição 2009, Giz Editorial; Antologia Poesia Contemporânea - 14 Poetas - Celeiro de Escritores, 2010; Contos de Outono - Edição 2011, Autores Contemporâneos, Câmara Brasileira de Jovens Escritores; Entrelinhas Literárias, Scortecci Editora, 2011; Antologia Literária Internacional - Del Secchi - Volume XXI; Cinco Passos Para Tornar-se um Escritor, Org. Izabelle Valladares, ARTPOP, 2011; Nordeste em Verso e Prosa, Org. Edson Marques Brandão, Palmeira dos Indios/Alagoas, 2011; Projeto Delicatta VI - Contos e Crônicas, Editora Delicatta, 2011; Portas para o Além - Coletânea de Contos de Terror -Literarte - 2012; Palavras, Versos, Textos e Contextos: elos de uma corrente que nos une! - Literarte - 2012; Galeria Brasil 2012 - Guia de Autores Contemporâneos, Celeiro de Escritores, Ed. Sucesso; Antologia de Contos e Crônicas - Fronteiras : realidade ou ficção ?, Celeiro de Escritores/Editora Sucesso, 2012; Nossa História, Nossos Autores, Scortecci Editora, 2012. Contos de Hoje, Literacidade, 2012. Antologia Brasileira Diamantes III, Berthier, 2012; Antologia Cidade 10, Literacidade, 2013. I Antologia da ALAB. Raízes: Laços entre Brasil e Angola. Antologia Asas da Liberdade. II Antologia da ACLAV, 2013, Literarte. Amor em Prosa e Versos, Celeiro de Escritores, 2013. Antologia Vingança, Literarte, 2013. Antologia Prêmio Luso Brasileiro - Melhores Contistas 2013. O tempo não apaga, Antologia de Poesia e Prosa - Escritores Contemporâneos - Celeiro de Escritores. Palavras Desavisadas de Tudo - Antologia Scortecci de Poesias, Contos e Crônicas 2013. O Conto Brasileiro Hoje - Volume XXIII, RG Editores. Antologia II - Academia Nacional de Letras do Portal do Poeta Brasileiro. antologia Escritores Brasileiros, ZMF Editora. O Conto Brasileiro Hoje - Volume XXVI - RG Editores (2014). III Antologia Poética Fazendo Arte em Búzios, Editora Somar (2014). International Antology Crossing of Languages - We are Brazilians/ antologia Internacional Cruce de Idiomas - Nosotros Somos Brasileños - Or. Jô Mendonça Alcoforado - Intercâmbio Cultural (2014). 5ª Antologia Poética da ALAF (2014). Coletânea Letras Atuais, Editora Alternativa (2014). Antologia IV da Academia Nacional de Letras do Portal do Poeta Brasileiro, Editora Iluminatta (2014). A Poesia Contemporânea no Brasil, da Academia Nacional de Letras do Portal do Poeta Brasileiro, Editora Iluminatta (2014). Enciclopédia de Artistas Contemporâneos Lusófonos - 8 séculos de Língua Portuguesa, Literarte (2014). Mr. Hyde - Homem Monstro - Org. Ademir Pascale , All Print Editora (2014)

Livros (Solos): “Análise Combinatória e Probabilidade”, Geraldo José Sant’Anna/Cláudio Delfini, Editora Érica, 1996, São Paulo, e “Encantamento”, Editora Costelas Felinas, 2010; "Anhelos de la Juvenitud", Geraldo José Sant´Anna/José Roberto Almeida, Editora Costelas Felinas, 2011; O Vôo da Cotovia, Celeiro de Escritores, 2011, Pai´é - Contos de Muito Antigamente, pela Celeiro de Escritores/Editora Sucesso, 2012, A Caminho do Umbigo, pela Ed. Costelas Felinas, 2013. Metodologia de Ensino e Monitoramento da Aprendizagem em Cursos Técnicos sob a Ótica Multifocal (Editora Scortecci). Tarrafa Pedagógica (Org.), Editora Celeiro de Escritores (2013). Jardim das Almas (romance). Floriza e a Bonequinha Dourada (Infantil) pela Literarte. Planejamento, Gestão e Legislação Escolar pela Editora Erica/Saraiva (2014).

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