domingo, 17 de fevereiro de 2013

O BAÚ DOS ENFORCADOS


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As paredes emboloradas traçavam inconscientes figuras exóticas que se similarizavam a cenas cotidianas, rebuscadas de um sentimento idílico. O quarto sem forro deixava vislumbrar as telhas envelhecidas, as teias de aranha tecidas há tempos, empoeiradas, e já desabitadas. O cheiro de bolor nauseante se mistura a outros odores fétidos dificultando a permanência no local. Mas ali, estirado na cama, distante de oferecer qualquer conforto, jazia um corpo moribundo. Apenas a cama e um guarda roupas onde se acumularam pequenas caixas amareladas, poucas roupas e restos de alimento compartilhados por ratos e baratas famintas.

- Oraiza! Oraiza!, balbuciava ele sem forças, quase inaudível, entre suores e um olhar estatelado. A febre o consumia. Feridas purulentas disputavam áreas não atacadas no corpo magérrimo.

A porta se abre ruidosa e uma mulher arredondada, forte e de feições símeas dispara impropérios, ofendendo o ancião em agonia.

- Já lhe trago a sopa! Está fervendo!, esclarece impiedosa desatenta a tentativa de um último diálogo.
Ele geme e tenta acomodar-se melhor, mas sem forças e com o corpo dolorido resolve permanecer como está.

- Sente-se aqui, Oraiza – arrisca ele em insistente busca de despedir-se.

Sem interesse e demonstrando insatisfação em sentar-se na cama que emanava um odor podre, a mulher sentou-se sem entregar-se inteiramente ao ato. Intuiu ter chegado o momento derradeiro e sentia alívio. Ele permanecera dezoito anos naquele leito, trancafiado naquele quarto mal vendo o exterior a não ser pela janela entreaberta. Durante as noites era tomado de delírios, gritando e pedindo que o socorressem. O corpo do homem parecia ser uma escultura de sebo, onde se inscrustaram grandes olhos verdes.

Fora um belo homem. Nascido de um nobre casamento descendia de uma abastada linhagem de barões. Desde jovem mostrar-se senhor de um corpo atlético, atraente e sensual atraindo a atenção de homens e mulheres com os mais variados interesses. A morte dos pais levou-o para longe de seu local de nascimento, encravando-se em densa floresta junto a um tio solitário e estranho, único familiar a oferecer-se cuidar do rapaz, após a falência familiar. Contrariado seguiu em um coche desconfortável, adentrando as sombras de seculares árvores. A Floresta do Enforcado. Um lugar amaldiçoado. Na época das Cruzadas vários moradores foram enforcados ali e segundo afirmavam os mais velhos não era difícil deparar-se com a alma de um morto vagando pelas terras úmidas da floresta.

O tio, Lugonar, se isolara naquele local ermo e quase inacessível, cercado pelos mistérios dos enforcados, há décadas. Agora recebia seu rebelde sobrinho para educar. Mas não temia o desafio. Soturno e misterioso sorria internamente ao assistir o espernear o menino. E assim ocorreu. As desobediências levavam o garoto a conhecer grutas escuras perpassando noites frias e receber tarefas complexas de encontrar determinado fruto, raiz ou capturar uma ave ou animal. Por vezes precisou encontrar seu próprio alimento e encontrar água potável em áreas pantanosas.

- Pegue a caixa, Oraiza. Pegue a caixa cor de vinho...ordenou, embora soasse como um pedido desesperado.

A mulher vasculhou o velho guarda roupas até encontrá-la. O odor de poeira acumulada infestou o ambiente.

- Esta?, indagou ela segurando uma caixa talhada de corpos nus entrelaçados.

Ele assentiu quase imperceptivelmente. Acariciou a caixa como se ali estivesse aprisionada sua própria alma. Pareceu vacilante em abri-la.

Oraiza arregalou os olhos ao conhecer o interior da caixa e precisou sentar-se rapidamente para não desfalecer.



Um Skoda Octavia passou rápido na estrada forrada de pequenos pedregulhos. A tarde chegava ao fim, de maneira que os tons avermelhados já preenchiam o horizonte criando figuras fantásticas. Edgar adquirira uma casa nas montanhas, que sempre fora seu sonho. Agora poderia levar sua esposa, Lívia, e seus filhos: Ednei, de 12 anos, e Lionza, de oito anos.A casa exigia reformas, estava bastante degradada, mas localizava-se em um lugar privilegiado, propiciando uma incrível visão paradisíaca.

As crianças extasiaram-se com a beleza do lugar e a possibilidade de correrem pelos vastos campos, subirem em árvores, pescarem e se divertirem em inesgotáveis formas.

A reforma incluía os porões e entre escombros identificaram um velho guarda-roupas repleto de caixas e roupas antigas. Sem atentar-se, Edgar determinou que se queimasse tudo. Como sempre vazia, a passos felinos e de maneira delicada, Lívia propôs-se explorar o conteúdo das caixas antes de se tornarem irremediavelmente cinzas. Sentou-se na grama enquanto abria cada uma delas. Em algumas haviam pergaminhos com várias receitas, em geral para cura de certas doenças, outras traziam sementes, cascas, pós, certamente utilizados como ingredientes para  dissipar diferentes mazelas.

Repentinamente viu-se atraída por uma caixa talhada ricamente e ornamentada com corpos entrelaçados em posições eróticas similares ao kama sutra, porém denunciando relações não apenas entre homens e mulheres, mas entre o mesmo sexo e animais. Suas mãos tremularam acariciando a misteriosa caixa. Quando a abriu viu-se transportar-se além do tempo.

Viu-se presente no momento em que Lugonar recebia os segredos da Ordem de Fridora. Uma seita secreta que reunia templários que se ocultaram naquela região. Um anel de ouro e sílica-gema fora colocado em seu anular pelo antiquíssimo ancião, pronunciando palavras incompreensíveis. O viu dominando as tempestades, caminhando sobre as águas e entre as chamas de uma fogueira. Viu, atemorizada, que a casa – sua casa – era protegida por vários enforcados.

Sentiu, então, como se fosse um velho fraco e debilitado segurando a caixa antes de sua própria morte.
- Preserve o segredo!, recomendou ele.

Edgar encontrou-a desmaiada agarrada à caixa.

Ao despertar, atordoada, Lívia solicitou a caixa que havia sido colocada sobre a cômoda do quarto e a guardou, cuidadosamente.

A noite trouxe ruídos inesperados. Vozes e lamentações emergiam vez ou outra ao redor da casa. Edgar dormia placidamente, assim como Ednei. Já Lionza parecia ter as mesmas percepções da mãe.

Gradualmente as aparições, vultos pela casa, estalidos e murmúrios se intensificaram. Edgar ironizava os comentários e alertas aflitos de Lívia. Aos poucos, Lívia foi empalidecendo, esgotada pelas preocupações, sono perturbado e falta de alimentação. Lutava, quase sem forças. Sabia que estava sendo sondada, vigiada e algo extremamente ruim estava para eclodir. Temia pelos seus filhos. Lionza despertava pela madrugada dizendo sobre pesoas no seu quarto ou que havia ouvido chamá-la por diversas vezes.

Acreditando as reações da esposa e filhas ser fruto do isolamento da montanha, Edgar surgiu com um cãozinho. Um Golden Retriever. Após votações e desentendimentos chegou-se ao nome de Eloá. A cachorrinha logo se apropriou da casa e conquistou a todos pelo carinho com que se comunicava.

A presença de Eloá parece ter mudado o ambiente. Alegria, brincadeiras, passeios ao ar livre e uma intensa atração sexual entre Edgar e Lívia. Nenhum ruído estranho, nenhuma presença fantasmagórica vagando pelos cômodos. Paz. A vida retomava seu curso e Edgar estava ciente de que havia resolvido o problema.

No mercado da cidade, Lívia conheceu, através de uma conversa informal na fila do caixa, uma senhora simpática, grande em atenção e simpatia, além de avantajada em toda sua extensão física. Uma senhora alegre, risonha que logo a conquistou. A conversa perambulou pela mudança, a casa da montanha e a necessidade de alguém para cuidar da casa. A senhora entusiasmou-se e foi logo convocada para uma entrevista junto ao marido de Lívia. Praticamente estava contratada.

O carisma da mulher contagiou Edgar e as crianças. Parecia da família. Cuidava da casa com uma atenção desmedida. Contava causos que envolvia a casa, já bastante antiga e que remontava o tempo das Cruzadas. Antes ali fora uma sombria floresta, chamada em tempos antigos de Floresta dos Enforcados. Falava como se lembrasse das lendas envolvendo Santa Ada e outras estórias que deixavam os pequenos entusiasmados e boquiabertos.

Certa noite narrou a lenda da caixa de fogo. Uma caixa misteriosa talhada do Sagrado Lenho e banhado com o sangue de Judas Iscariotes. A caixa fora talhada pelo próprio Arcanjo Uriel e trazia dentro dela a chave de São Pedro. A chave abria a porta do outro mundo, controlando a entrada e a saída de todas as almas. Quem possui a caixa tem em suas mãos imenso poder. 

Lívia empalideceu com a narração da anciã, visualizando a caixa que guardava cuidadosamente em sua cômoda. Insegura resolveu chamar a mulher ao seu quarto e apresentar a relíquia que mantinha envolta em uma toalha de pura seda escarlate.

- Sempre soube que você a possuía e não apenas isso, sei que a abriu e desde então vinculou-se aos seres da floresta. A caixa assegura seu pacto, mesmo que não o tenha feito consciente dele, asseverou a idosa olhando pensativa para o pequeno baú. Após alguns minutos em silêncio a abriu e dela retirou a anel de ouro e sílica-gema de onde se notavam inscrições místicas. Dê-me o seu dedo.

Lívia, pálida e desconfigurada, estendeu-lhe a mão. Rápida a senhora picou seu dedo com uma agulha de ferro que havia na caixa e deixou que a gota rubra cobrisse a pedra azulada. Colocou-lhe, então o anel. A pedra metamorfoseou-se em um tom púrpura e Lívia foi arrebatada para o passado.

- Pegue a caixa, Oraiza. Pegue a caixa cor de vinho...ordenou, embora soasse como um pedido desesperado. Protegi os segredos da Ordem até hoje e fui consumido pelas almas dos enforcados. Alimentei-os com meu fluido vital. Agora querem meu corpo ou o que restou dele. Conheça o passado, abra a caixa.

Oraiza arregalou os olhos ao conhecer o interior da caixa e precisou sentar-se rapidamente para não desfalecer.

- Torno-te guardiã deste conhecimento. A floresta será devastada e restará somente esta casa, protegida e defendida pelos mortos. Serás consumida e permanecerá tua alma presa neste baú até que alguém de alma limpa a encontre e te liberte. Então trará a Floresta de volta e a fará Senhora da Floresta. Recusei-me assumir esse poder e ele me consumiu. Dou-lhe a eternidade!

Lívia olhou Oraiza por longo tempo. Na vida nada é por acaso. A transferência do marido para aquela cidadezinha, a casa apresentada para comprar após inúmeras tentativas infrutíferas visitando diferentes imóveis, o encontro com ela no mercado, o interesse pela caixa. Algo a impelia a trazer o passado de volta.

No alto da montanha, rodeada por um bosque impenetrável, governa um mundo sobrenatural, uma porta entre os mundos, está velha e cansada. Em seu colo acaricia o baú. Olha ao redor e relembra o dia em que pisou naquelas terras pela primeira vez.

- Lionza, pegue esta caixa. Abra-a. Meus dias findam. Devo deixar um legado a você...



CONTOS EMANADOS DE SITUAÇÕES COTIDIANAS

“Os contos e poemas contidos neste blog são obras de ficção, qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações terá sido mera coincidência”

SABORES DO COMENDADOR

Ator Nacional: Carlos Vereza

Ator Internacional: Michael Carlisle Hall/ Jensen Ackles/ Eric Balfour

Atriz Nacional: Rosamaria Murtinho / Laura Cardoso/Zezé Mota

Atriz Internacional: Anjelica Huston

Cantor Nacional: Martinho da Vila/ Zeca Pagodinho

Cantora Nacional: Leci Brandão/ Maria Bethania/ Beth Carvalho/ Alcione/Dona Ivone Lara/Clementina de Jesus

Música: Samba de Roda

Livro: O Egípcio - Mika Waltaire

Autor: Carlos Castañeda

Filme: Besouro/Cafundó/ A Montanha dos Gorilas

Cor: Vinho e Ocre

Animal: Todos, mas especialmente gatos, jabotis e corujas.

Planta: aloé

Comida preferida: sashimi

Bebida: suco de graviola/cerveja

Mania: (várias) não passo embaixo de escada

O que aprecio nas pessoas: pontualidade, responsabilidade e organização

O que não gosto nas pessoas: pessoas indiscretas e que não cumprem seus compromissos.

Alimento que não gosta: coco, canjica, arroz doce, melão, melancia, jaca, caqui.

UM POUCO DO COMENDADOR.


Formado em Matemática e Pedagogica. Especialista em Supervisão Escolar. Especialista em Psicologia Multifocal. Mestre em Educação. Doutor Honoris Causa pela ABD e Instituto VAEBRASIL.

Comenda Rio de Janeiro pela Febacla. Comenda Rubem Braga pela Academia Marataizense de Letras (ES). Comenda Castro Alves (BA). Comendador pela ESCBRAS. Comenda Nelson Mandela pelo CONINTER e OFHM.

Cadeira 023, da Área de Letras, Membro Titular do Colegiado Acadêmico do Clube dos Escritores de Piracicaba, patronesse Juliana Dedini Ometto. Membro efetivo da Academia Virtual Brasileira de Letras. Membro da Academia Brasileira de Estudos e Pesquisas Literárias. Membro da Literarte - Associação Internacional de Escritores e Acadêmicos. Membro da União Brasileira de Escritores. Membro da Academia de Letras e Artes de Fortaleza (ALAF). Membro da Academia de Letras de Goiás Velho (ALG). Membro da Academia de Letras de Teófilo Ottoni (Minas Gerais). Membro da Academia de Letras de Cabo Frio (ARTPOP). Membro da Academia de Letras do Brasil - Seccional Suíça. Membro da Academia dos Cavaleiros de Cristóvão Colombo. Embaixador pela Académie Française des Arts Lettres et Culture. Membro da Academia de Letras e Artes Buziana. Cadeira de Grande Honra n. 15 - Patrono Pedro I pela Febacla. Membro da Academia de Ciências, Letras e Artes de Iguaba Grande (RJ). Cadeira n.º 2- ALB Araraquara.

Moção de Aplausos pela Câmara Municipal de Taquaritinga pelos serviços em prol da Educação. Moção de Aplausos pela Câmara Municipal de Bebedouro por serviços prestados à Educação Profissional no município. Homenagem pela APEOESP, pelos serviços prestados à Educação. Título de Cidadão Bebedourense. Personalidade 2010 (Top of Mind - O Jornal- Bebedouro). Personalidade Mais Influente e Educador 2011(Top of Mind - O Jornal- Bebedouro). Personalidade 2012 (ARTPOP). Medalha Lítero-Cultural Euclides da Cunha (ALB-Suíça). Embaixador da Paz pelo Instituto VAEBRASIL.

Atuou como Colunista do Diário de Taquaritinga e Jornal "Quatro Páginas" - Bebedouro/SP.
É Colunista do Portal Educação (http://www.portaleducacao.com.br

Premiações Literárias: 1º Classificado na IV Seletiva de Poesias, Contos e Crônicas de Barra Bonita – SP, agosto/2005, Clube Amigo das Letras – poema “A benção”, Menção Honrosa no XVI Concurso Nacional de Poesia “Acadêmico Mário Marinho” – Academia de Letras de Paranapuã, novembro/2005 – poema “Perfeita”, 2º colocado no Prêmio FEUC (Fundação Educacional Unificada Campograndense) de Literatura – dezembro/2005 – conto “A benção”, Menção Especial no Projeto Versos no Varal – Rio de Janeiro – abril/2006 – poema “Invernal”, 1º lugar no V Concurso de Poesias de Igaraçu do Tietê – maio/2006 – poema “Perfeita”, 3º Menção Honrosa no VIII Concurso Nacional de Poesias do Clube de Escritores de Piracicaba – setembro/2006 – poema “Perfeita”, 4º lugar no Concurso Literário de Bebedouro – dezembro/2006 –poema “Tropeiros”, Menção Honrosa no I concurso de Poesias sobre Cooperativismo – Bebedouro – outubro/2007, 1º lugar no VI Concurso de Poesias de Guaratinguetá – julho/2010 – poema “Promessa”, Prêmio Especial no XII Concurso Nacional de Poesias do Clube de Escritores de Piracicaba, outubro/2010, poema “Veludo”, Menção Honrosa no 2º Concurso Literário Internacional Planície Costeira – dezembro/2010, poema “Flor de Cera”, 1º lugar no IV Concurso de Poesias da Costa da Mata Atlântica – dezembro/2010 – poema “Flor de Cera”. Outorga do Colar de Mérito Literário Haldumont Nobre Ferraz, pelo trabalho Cultural e Literário. Prêmio Literário Cláudio de Souza - Literarte 2012 - Melhor Contista.Prêmio Luso-Brasileiro de Poesia 2012 (Literarte/Editora Mágico de Oz), Melhor Contista 2013 (Prêmio Luso Brasileiro de Contos - Literarte\Editora Mágico de Oz)

Antologias: Agreste Utopia – 2004; Vozes Escritas –Clube Amigos das Letras – 2005; Além das Letras – Clube Amigos das Letras – 2006; A Terra é Azul ! -Antologia Literária Internacional – Roberto de Castro Del`Secchi – 2008; Poetas de Todo Brasil – Volume I – Clube dos Escritores de Piracicaba – 2008; XIII Coletânea Komedi – 2009; Antologia Literária Cidade – Volume II – Abílio Pacheco&Deurilene Sousa -2009; XXI Antologia de Poetas e Escritores do Brasil – Reis de Souza- 2009; Guia de Autores Contemporâneos – Galeria Brasil – Celeiro de Escritores – 2009; Guia de Autores Contemporâneos – Galeria Brasil – Celeiro de Escritores – 2010; Prêmio Valdeck Almeida de Jesus – V Edição 2009, Giz Editorial; Antologia Poesia Contemporânea - 14 Poetas - Celeiro de Escritores, 2010; Contos de Outono - Edição 2011, Autores Contemporâneos, Câmara Brasileira de Jovens Escritores; Entrelinhas Literárias, Scortecci Editora, 2011; Antologia Literária Internacional - Del Secchi - Volume XXI; Cinco Passos Para Tornar-se um Escritor, Org. Izabelle Valladares, ARTPOP, 2011; Nordeste em Verso e Prosa, Org. Edson Marques Brandão, Palmeira dos Indios/Alagoas, 2011; Projeto Delicatta VI - Contos e Crônicas, Editora Delicatta, 2011; Portas para o Além - Coletânea de Contos de Terror -Literarte - 2012; Palavras, Versos, Textos e Contextos: elos de uma corrente que nos une! - Literarte - 2012; Galeria Brasil 2012 - Guia de Autores Contemporâneos, Celeiro de Escritores, Ed. Sucesso; Antologia de Contos e Crônicas - Fronteiras : realidade ou ficção ?, Celeiro de Escritores/Editora Sucesso, 2012; Nossa História, Nossos Autores, Scortecci Editora, 2012. Contos de Hoje, Literacidade, 2012. Antologia Brasileira Diamantes III, Berthier, 2012; Antologia Cidade 10, Literacidade, 2013. I Antologia da ALAB. Raízes: Laços entre Brasil e Angola. Antologia Asas da Liberdade. II Antologia da ACLAV, 2013, Literarte. Amor em Prosa e Versos, Celeiro de Escritores, 2013. Antologia Vingança, Literarte, 2013. Antologia Prêmio Luso Brasileiro - Melhores Contistas 2013. O tempo não apaga, Antologia de Poesia e Prosa - Escritores Contemporâneos - Celeiro de Escritores. Palavras Desavisadas de Tudo - Antologia Scortecci de Poesias, Contos e Crônicas 2013. O Conto Brasileiro Hoje - Volume XXIII, RG Editores. Antologia II - Academia Nacional de Letras do Portal do Poeta Brasileiro. antologia Escritores Brasileiros, ZMF Editora. O Conto Brasileiro Hoje - Volume XXVI - RG Editores (2014). III Antologia Poética Fazendo Arte em Búzios, Editora Somar (2014). International Antology Crossing of Languages - We are Brazilians/ antologia Internacional Cruce de Idiomas - Nosotros Somos Brasileños - Or. Jô Mendonça Alcoforado - Intercâmbio Cultural (2014). 5ª Antologia Poética da ALAF (2014). Coletânea Letras Atuais, Editora Alternativa (2014). Antologia IV da Academia Nacional de Letras do Portal do Poeta Brasileiro, Editora Iluminatta (2014). A Poesia Contemporânea no Brasil, da Academia Nacional de Letras do Portal do Poeta Brasileiro, Editora Iluminatta (2014). Enciclopédia de Artistas Contemporâneos Lusófonos - 8 séculos de Língua Portuguesa, Literarte (2014). Mr. Hyde - Homem Monstro - Org. Ademir Pascale , All Print Editora (2014)

Livros (Solos): “Análise Combinatória e Probabilidade”, Geraldo José Sant’Anna/Cláudio Delfini, Editora Érica, 1996, São Paulo, e “Encantamento”, Editora Costelas Felinas, 2010; "Anhelos de la Juvenitud", Geraldo José Sant´Anna/José Roberto Almeida, Editora Costelas Felinas, 2011; O Vôo da Cotovia, Celeiro de Escritores, 2011, Pai´é - Contos de Muito Antigamente, pela Celeiro de Escritores/Editora Sucesso, 2012, A Caminho do Umbigo, pela Ed. Costelas Felinas, 2013. Metodologia de Ensino e Monitoramento da Aprendizagem em Cursos Técnicos sob a Ótica Multifocal (Editora Scortecci). Tarrafa Pedagógica (Org.), Editora Celeiro de Escritores (2013). Jardim das Almas (romance). Floriza e a Bonequinha Dourada (Infantil) pela Literarte. Planejamento, Gestão e Legislação Escolar pela Editora Erica/Saraiva (2014).

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