domingo, 16 de outubro de 2011

CONTOS DE UMA CIDADEZINHA QUALQUER


              

             Lembro-me de Dona Dulce que morava em uma casa bem simples acima da casa da esquina. A varanda já se encontrava com a calçada separada por uma mureta de cerca de um metro de altura.  O chão era uma sucessão de taquinhos coloridos e quebrados de maneira irregular, um vaso de copo de leite, uma cadeira, mais nada. Andava com seu vestido até as canelas, lenço na cabeça mal disfarçando seus cabelos brancos. Gostava de ficar descalça e andava para cima e para baixo com os pés no chão. As rugas escondiam a beleza de outrora, uma pálpebra mais caída que a outra e lábios voltados para baixo.  Dizia que os médicos haviam a operado e enchido seu corpo de papelão. Acreditava profundamente nisso. Por isso era saudável, não sentia mais dores, nem dor de cabeça, gripe nem sabia o que era.

            Minhas lembranças percorrem o tempo onde também posso localizar Dorival. Dorival havia sido encontrado na estrada, junto a um barranco, desmaiado, inchado que nem um balão de festa. Fora levado ao hospital e do hospital ao Asilo, embora não tão idoso. Não havia onde levá-lo. A família, de Minas Gerais, o havia abandonado. Desconsolado seguiu a estrada, sem rumo, passou fome, frio, tomou chuva, enfrentou o sol escaldante, às vezes uma esmola, um olhar desconfiado. Andou até atravessar o Estado de Minas e entrar no de São Paulo. Chegou no sertão de São Paulo, sucumbiu na estrada. Recuperado, prometia viver duzentos anos. Alegre e trabalhador reconquistou seu espaço como ser humano e gerou muitas famílias, pois era querido por toda a comunidade.

            Havia também o João Mosquito, rapaz mirrado, magrelo, de olhar desconfiado, filho de Dona Sebastiana, beata qual só ela; se Dona Sebastiana não fosse para o Céu mais ninguém iria. Participava de todas as missas, confessava e comungava, constrita. O povo se perguntava o que tanto tinha para confessar. Outras bocas, as miúdas, falavam do seu pecado. Relatavam que João Mosquito era filho do Padre Raimundo e que tudo tinha acontecido no confessionário.

            O povo mais antigo dizia que Dona Sebastiana virava mula sem cabeça. Havia muita gente que afirmava tê-la visto passar nas noites em que só a lua iluminava as ruas. Por outro lado, outros já afirmavam que João Mosquito se transformava em lobisomem. E que ele havia dado cabo do filho de Dona Cristina, de oito anos, que a desobedecera e havia ido na fossa de madrugada. Nunca mais voltou.

            Lá no fim da cidade tinha a casa de Dona Lucinda, benzedeira, negra retinta, ex-escrava, temida por toda a gente. O que ela dizia se podia escrever. Era preto no branco. Se falasse que ia morrer, podia comprar o caixão, era velório na certa. Tudo fazia com uma ramo nas mãos. Até o padre a respeitava. Dizem que quando o Padre Raimundo chegou na cidade quis bater de frente com ela. Pôs a batina, pegou a cruz e a água benta e foi até o cafofo da senhora. Entrou, ficou um tempo e saiu esbaforido. Nunca mais voltou nem se atreveu a tocar no nome da mulher. Ninguém até hoje sabe o que conversaram, mas de qualquer forma a pendenga foi resolvida.

            Perto da casa da Dona Lucinda morava Maria Dalva, mulher linda qual cometa em noite de pouca estrela, recebia os “grandões” da cidade, os fazendeiros, os barões, não “bulia’ com qualquer um, tinha que ser homem endinheirado. Com o dinheiro mantinha sua casa, a mais bonita do lugar, comprava roupas finas, jóias caras e ajudava a comunidade. Era quase uma santa. Era mulher valente, capaz de dar um tiro na cara de quem mangasse com ela.

            Não posso deixar de falar do João Otávio, com seus cabelos pretos escorridos no rosto, sorriso aberto, sempre de bem com a vida, que trabalhava no açougue do pai, Seu Benvindo, gordo, pitosga, apaixonado por Maria Dalva e sem chance de chegar até ela, no máximo levar as carnes que ela encomendava. Sua esposa, Janete, tinha morrido. Um zebu tinha dado fim na mulher, bem no meio do pasto. Ela tinha levado roupas para quarar na grama e deu de topo com o bicho, já era tardezinha. Alguns diziam que tinha sido a Dona Sebastiana, quando virada em mula sem cabeça, pois estava de olho no açougueiro.

            João Otávio era um rapaz bonito, muito atraente, mas não se engraçava com as garotas. Nem com Juju que faltava se lançar sobre o balcão ao pedir um quilo de lingüiça de porco fina. Dizem que ele havia ficado retraído desde a noite em que pegara um facão e entrara na madrugada para matar o lobisomem. Desde, então, isso havia se tornado obsessão e nas noites escuras se embrenhava na mata, voltando ao amanhecer. Prometera livrar a cidade da fera.

            O lugarejo entrou em parafuso quando Dorival e Dona Dulce anunciaram que iriam morar juntos. Ela com setenta e seis anos e ele com sessenta e oito. Dona Sebastiana caiu em oração pelas almas penitentes. Maria Dalva a presenteou com uma belíssimo arranjo floral. Fofocas e risinhos à parte eles passaram a viver juntos, passeando de mãos dadas pelas ruas aterrorizando as mentes incrédulas.

            Dona Lucinda, acompanhada de sua neta Malika, foram até a mata, certa noite de lua cheia. Dizia ter obrigações a fazer. Estava acostumada com isso e nada temia, mas respeitava o sobrenatural. Em certo momento pediu que a neta ficasse em silêncio e imóvel, concentrada, e afastou-se atraída por ruídos na redondeza. Seu olhar divisou as transformações do lobisomem e a fúria de João Otávio. Na clareira da floresta, no segredo da noite, os rapazes podiam viver o que jamais poderiam publicamente.

            Seis meses depois Dona Dulce concebeu Gumercindo, que recebeu o apelido de Gogo. Seu décimo segundo filho, onze do primeiro casamento. Dorival festejava anunciando que teria mais dez. Mas Dona Dulce faleceu com setenta e oito anos, ficando o menino a cargo de Dorival e da vizinha Dona Cida, solteira e de olho no viúvo.

            A vida corria assim na pequena cidade, buscando se dar jeito para tudo e viver como se podia, chuleando os dias, um ponto em cruz aqui, um pé de galinha ali, despreocupados em conquistar a felicidade, mas viver o que Deus dá.    
              

CONTOS EMANADOS DE SITUAÇÕES COTIDIANAS

“Os contos e poemas contidos neste blog são obras de ficção, qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações terá sido mera coincidência”

SABORES DO COMENDADOR

Ator Nacional: Carlos Vereza

Ator Internacional: Michael Carlisle Hall/ Jensen Ackles/ Eric Balfour

Atriz Nacional: Rosamaria Murtinho / Laura Cardoso/Zezé Mota

Atriz Internacional: Anjelica Huston

Cantor Nacional: Martinho da Vila/ Zeca Pagodinho

Cantora Nacional: Leci Brandão/ Maria Bethania/ Beth Carvalho/ Alcione/Dona Ivone Lara/Clementina de Jesus

Música: Samba de Roda

Livro: O Egípcio - Mika Waltaire

Autor: Carlos Castañeda

Filme: Besouro/Cafundó/ A Montanha dos Gorilas

Cor: Vinho e Ocre

Animal: Todos, mas especialmente gatos, jabotis e corujas.

Planta: aloé

Comida preferida: sashimi

Bebida: suco de graviola/cerveja

Mania: (várias) não passo embaixo de escada

O que aprecio nas pessoas: pontualidade, responsabilidade e organização

O que não gosto nas pessoas: pessoas indiscretas e que não cumprem seus compromissos.

Alimento que não gosta: coco, canjica, arroz doce, melão, melancia, jaca, caqui.

UM POUCO DO COMENDADOR.


Formado em Matemática e Pedagogica. Especialista em Supervisão Escolar. Especialista em Psicologia Multifocal. Mestre em Educação. Doutor Honoris Causa pela ABD e Instituto VAEBRASIL.

Comenda Rio de Janeiro pela Febacla. Comenda Rubem Braga pela Academia Marataizense de Letras (ES). Comenda Castro Alves (BA). Comendador pela ESCBRAS. Comenda Nelson Mandela pelo CONINTER e OFHM.

Cadeira 023, da Área de Letras, Membro Titular do Colegiado Acadêmico do Clube dos Escritores de Piracicaba, patronesse Juliana Dedini Ometto. Membro efetivo da Academia Virtual Brasileira de Letras. Membro da Academia Brasileira de Estudos e Pesquisas Literárias. Membro da Literarte - Associação Internacional de Escritores e Acadêmicos. Membro da União Brasileira de Escritores. Membro da Academia de Letras e Artes de Fortaleza (ALAF). Membro da Academia de Letras de Goiás Velho (ALG). Membro da Academia de Letras de Teófilo Ottoni (Minas Gerais). Membro da Academia de Letras de Cabo Frio (ARTPOP). Membro da Academia de Letras do Brasil - Seccional Suíça. Membro da Academia dos Cavaleiros de Cristóvão Colombo. Embaixador pela Académie Française des Arts Lettres et Culture. Membro da Academia de Letras e Artes Buziana. Cadeira de Grande Honra n. 15 - Patrono Pedro I pela Febacla. Membro da Academia de Ciências, Letras e Artes de Iguaba Grande (RJ). Cadeira n.º 2- ALB Araraquara.

Moção de Aplausos pela Câmara Municipal de Taquaritinga pelos serviços em prol da Educação. Moção de Aplausos pela Câmara Municipal de Bebedouro por serviços prestados à Educação Profissional no município. Homenagem pela APEOESP, pelos serviços prestados à Educação. Título de Cidadão Bebedourense. Personalidade 2010 (Top of Mind - O Jornal- Bebedouro). Personalidade Mais Influente e Educador 2011(Top of Mind - O Jornal- Bebedouro). Personalidade 2012 (ARTPOP). Medalha Lítero-Cultural Euclides da Cunha (ALB-Suíça). Embaixador da Paz pelo Instituto VAEBRASIL.

Atuou como Colunista do Diário de Taquaritinga e Jornal "Quatro Páginas" - Bebedouro/SP.
É Colunista do Portal Educação (http://www.portaleducacao.com.br

Premiações Literárias: 1º Classificado na IV Seletiva de Poesias, Contos e Crônicas de Barra Bonita – SP, agosto/2005, Clube Amigo das Letras – poema “A benção”, Menção Honrosa no XVI Concurso Nacional de Poesia “Acadêmico Mário Marinho” – Academia de Letras de Paranapuã, novembro/2005 – poema “Perfeita”, 2º colocado no Prêmio FEUC (Fundação Educacional Unificada Campograndense) de Literatura – dezembro/2005 – conto “A benção”, Menção Especial no Projeto Versos no Varal – Rio de Janeiro – abril/2006 – poema “Invernal”, 1º lugar no V Concurso de Poesias de Igaraçu do Tietê – maio/2006 – poema “Perfeita”, 3º Menção Honrosa no VIII Concurso Nacional de Poesias do Clube de Escritores de Piracicaba – setembro/2006 – poema “Perfeita”, 4º lugar no Concurso Literário de Bebedouro – dezembro/2006 –poema “Tropeiros”, Menção Honrosa no I concurso de Poesias sobre Cooperativismo – Bebedouro – outubro/2007, 1º lugar no VI Concurso de Poesias de Guaratinguetá – julho/2010 – poema “Promessa”, Prêmio Especial no XII Concurso Nacional de Poesias do Clube de Escritores de Piracicaba, outubro/2010, poema “Veludo”, Menção Honrosa no 2º Concurso Literário Internacional Planície Costeira – dezembro/2010, poema “Flor de Cera”, 1º lugar no IV Concurso de Poesias da Costa da Mata Atlântica – dezembro/2010 – poema “Flor de Cera”. Outorga do Colar de Mérito Literário Haldumont Nobre Ferraz, pelo trabalho Cultural e Literário. Prêmio Literário Cláudio de Souza - Literarte 2012 - Melhor Contista.Prêmio Luso-Brasileiro de Poesia 2012 (Literarte/Editora Mágico de Oz), Melhor Contista 2013 (Prêmio Luso Brasileiro de Contos - Literarte\Editora Mágico de Oz)

Antologias: Agreste Utopia – 2004; Vozes Escritas –Clube Amigos das Letras – 2005; Além das Letras – Clube Amigos das Letras – 2006; A Terra é Azul ! -Antologia Literária Internacional – Roberto de Castro Del`Secchi – 2008; Poetas de Todo Brasil – Volume I – Clube dos Escritores de Piracicaba – 2008; XIII Coletânea Komedi – 2009; Antologia Literária Cidade – Volume II – Abílio Pacheco&Deurilene Sousa -2009; XXI Antologia de Poetas e Escritores do Brasil – Reis de Souza- 2009; Guia de Autores Contemporâneos – Galeria Brasil – Celeiro de Escritores – 2009; Guia de Autores Contemporâneos – Galeria Brasil – Celeiro de Escritores – 2010; Prêmio Valdeck Almeida de Jesus – V Edição 2009, Giz Editorial; Antologia Poesia Contemporânea - 14 Poetas - Celeiro de Escritores, 2010; Contos de Outono - Edição 2011, Autores Contemporâneos, Câmara Brasileira de Jovens Escritores; Entrelinhas Literárias, Scortecci Editora, 2011; Antologia Literária Internacional - Del Secchi - Volume XXI; Cinco Passos Para Tornar-se um Escritor, Org. Izabelle Valladares, ARTPOP, 2011; Nordeste em Verso e Prosa, Org. Edson Marques Brandão, Palmeira dos Indios/Alagoas, 2011; Projeto Delicatta VI - Contos e Crônicas, Editora Delicatta, 2011; Portas para o Além - Coletânea de Contos de Terror -Literarte - 2012; Palavras, Versos, Textos e Contextos: elos de uma corrente que nos une! - Literarte - 2012; Galeria Brasil 2012 - Guia de Autores Contemporâneos, Celeiro de Escritores, Ed. Sucesso; Antologia de Contos e Crônicas - Fronteiras : realidade ou ficção ?, Celeiro de Escritores/Editora Sucesso, 2012; Nossa História, Nossos Autores, Scortecci Editora, 2012. Contos de Hoje, Literacidade, 2012. Antologia Brasileira Diamantes III, Berthier, 2012; Antologia Cidade 10, Literacidade, 2013. I Antologia da ALAB. Raízes: Laços entre Brasil e Angola. Antologia Asas da Liberdade. II Antologia da ACLAV, 2013, Literarte. Amor em Prosa e Versos, Celeiro de Escritores, 2013. Antologia Vingança, Literarte, 2013. Antologia Prêmio Luso Brasileiro - Melhores Contistas 2013. O tempo não apaga, Antologia de Poesia e Prosa - Escritores Contemporâneos - Celeiro de Escritores. Palavras Desavisadas de Tudo - Antologia Scortecci de Poesias, Contos e Crônicas 2013. O Conto Brasileiro Hoje - Volume XXIII, RG Editores. Antologia II - Academia Nacional de Letras do Portal do Poeta Brasileiro. antologia Escritores Brasileiros, ZMF Editora. O Conto Brasileiro Hoje - Volume XXVI - RG Editores (2014). III Antologia Poética Fazendo Arte em Búzios, Editora Somar (2014). International Antology Crossing of Languages - We are Brazilians/ antologia Internacional Cruce de Idiomas - Nosotros Somos Brasileños - Or. Jô Mendonça Alcoforado - Intercâmbio Cultural (2014). 5ª Antologia Poética da ALAF (2014). Coletânea Letras Atuais, Editora Alternativa (2014). Antologia IV da Academia Nacional de Letras do Portal do Poeta Brasileiro, Editora Iluminatta (2014). A Poesia Contemporânea no Brasil, da Academia Nacional de Letras do Portal do Poeta Brasileiro, Editora Iluminatta (2014). Enciclopédia de Artistas Contemporâneos Lusófonos - 8 séculos de Língua Portuguesa, Literarte (2014). Mr. Hyde - Homem Monstro - Org. Ademir Pascale , All Print Editora (2014)

Livros (Solos): “Análise Combinatória e Probabilidade”, Geraldo José Sant’Anna/Cláudio Delfini, Editora Érica, 1996, São Paulo, e “Encantamento”, Editora Costelas Felinas, 2010; "Anhelos de la Juvenitud", Geraldo José Sant´Anna/José Roberto Almeida, Editora Costelas Felinas, 2011; O Vôo da Cotovia, Celeiro de Escritores, 2011, Pai´é - Contos de Muito Antigamente, pela Celeiro de Escritores/Editora Sucesso, 2012, A Caminho do Umbigo, pela Ed. Costelas Felinas, 2013. Metodologia de Ensino e Monitoramento da Aprendizagem em Cursos Técnicos sob a Ótica Multifocal (Editora Scortecci). Tarrafa Pedagógica (Org.), Editora Celeiro de Escritores (2013). Jardim das Almas (romance). Floriza e a Bonequinha Dourada (Infantil) pela Literarte. Planejamento, Gestão e Legislação Escolar pela Editora Erica/Saraiva (2014).

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Metodologia e Avaliação da Aprendizagem

Pai´é - Contos de Muito Antigamente

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