terça-feira, 15 de janeiro de 2013

O Jogo dos Espelhos


fotosbossini.blogspot.com

"É que Narciso acha feio o que não é espelho"
Caetano Veloso

Com o espelho nos vemos.  Através dele se estabelece a nossa percepção de quem somos, como somos. Utilizando-se do espelho d´água, do metal polido ou do vidro estabelecemos uma importante relação com nós mesmos. Pelo espelho nos enxergamos. Podemos admirar nossos traços faciais, constatar a cor dos nossos olhos, o formato da boca e do nariz, definir penteados. O espelho nos faz olhar para nós mesmos. O espelho permite que nos apropriemos de nosso lugar no mundo: existimos! Me vejo, logo existo! Não utilizamos o espelho para ver os outros, para admirar o mundo, para estabelecer relações. O espelho é para nós. Uma relação íntima entre eu e o que sou. Pelo espelho também é possível o que quero me tornar. Posso modificar-me com ele. Maquiar-me, mudar o penteado, ensaiar expressões. O espelho faz parte meu mundo e com ele me interajo.

Curiosamente pude assistir ao vídeo que se segue. Indios da aldeia Kamayurá se pintam para o Kuarup Yawalapiti. Vale a pena nos determos um instante participar desse importante momento:


Não usam espelhos e como não há espelhos recorre-se um ao outro para que a pintura se estabeleça. Pode-se pintar as partes do corpo que se pode ver e tocar com mobilidade, podendo avaliar os resultados. O objetivo, além dos traços rituais e harmonia dos traços e cores, está a beleza. Vem o outro para auxiliar o homem a ficar mais bonito.

O que aconteceria se uma mulher não tivesse espelho? Como se maquiaria? Certamente buscaria outras hábeis mãos. Dependendo da complexidade da maquilagem isso já ocorre com frequência. Mesmo com espelho necessitamos das mãos competentes do cabeleireiro ou do barbeiro, já em extinção. Terrível seria cortarmos nossos próprios cabelos!

Muitas vezes esses cuidados com a estética e a beleza são ingredientes para nossa autopercepção buscando julgar-nos mais bonitos ou bonitas. Outras vezes é para que os outros nos admirem e se encantem com nosso visual. Algumas vezes nos embelezamos para o outro. Para que o outro nos veja. Conferimos esta percepção a um espelho. Alguns denominam isso vaidade. Mas o índio que é pintado quer ficar belo, mostrar-se atraente e forte. Há aí também evidências de vaidade.

“No seu coração, os homens desejam ser estimados, mas eles cuida­dosamente ocultam esse desejo porque querem passar por virtuo­sos e porque o desejo de receber da virtude qualquer vantagem além dela mesma não seria ser virtuoso, mas amar a estima e o elogio — ou seja, ser vaidoso. Os homens são muito vaidosos, mas não há nada que eles mais detestem do que serem considerados vaidosos”. (Jean de La Bruyére, in "Os Caracteres")

E não há problema com a vaidade ao se olhar no espelho. Nele nos refletimos de alguma forma, muito distante do que Narciso apreciava. A questão maior que envolve o espelho é que deixamos de perceber o outro, ou passamos a perceber o outro para que ele nos veja. Quando abandonamos o espelho e passamos a desejar que o outro seja belo tal qual visto na Aldeia Kamayurá a vida toma outras dimensões. O outro passa a ter a mesma importância quanto aquele reflexo que observamos de nós no espelho.

Quando nos vemos exclusivamente a nós nesse espelho passamos a exacerbar nossa autoimportância, tornamo-nos arrogantes e insensíveis diante do outro e dos acontecimentos com o outro. Passamos a viver um insensato egocentrismo. E algumas vezes a imagem do espelho é tão intensa que passamos a nos preocupar em ofuscar outras imagens. Denegrir, caluniar, macular o outro toma proporções muitas vezes inconcebíveis. Seja em uma empresa de pequeno porte ou na administração de uma cidade, de um Estado ou de um País tais demonstrações mostram-se perturbadoras. O bem comum se dissipa qual fumaça entre os dedos. O ego assumiu o controle de maneira desordenada.

"Nenhum homem é livre se a sua mente não é
como uma porta de vai-e-vem, abrindo-se
para fora a fim de liberar suas próprias idéias
e para dentro a fim de receber os
bons pensamentos de outrem."
(Validivar)

Pensar coletivamente se faz sine qua non para que possamos ter a tão sonhada sociedade igualitária e quando Saúde, Segurança e Educação deixarem de ser promessas oportunistas. Quando se tornarem sonhos possíveis e sabemos que são. Quando partidos políticos deixarem de se digladiar e se unirem com o nobre objetivo de produzir uma comunidade que tenha mais que o essencial para viver e não apenas migalhas sofridas para sobreviver. Ou se sucederem em ataques ignóbeis apenas com o intuito de prevalecerem uns sobre os outros.

Quando abandonamos o espelho a cor da pele, as crenças e religiões de cada um passam a ter o mesmo valor. Não há disputa de religiões por fiéis e nem buscam sobrepor-se umas às outras apoiando-se em livros sagrados, antiguidade ou acreditando-se serem preferidos da Divindade. Se Deus tem preferências ele tem muito o que aprender com muitos humanos transitórios e mortais!

Quando abandonamos o espelho não há questões de idade. Há respeito mútuo. Emerge a humanidade em todos os cantos, pois a empatia impera dimensionando qualitativamente a caridade, a fraternidade e a solidariedade.

O que nos diferencia um dos outros? Essa pergunta é desnecessária...a questão que nos conclama é o que nos assemelha uns dos outros? O que nos faz humanos? O que nos torna gente?

Interessante olhar-me no espelho e ver que em mim há um pouco de tudo o que existe. Em mim há carbono e hidrogênio, oxigênio, nitrogênio, enxofre, fósforo, boro, halogênios e tantos outros elementos. Em mim pulsa toda a Natureza. Em mim estão todas as criaturas. E eu estou em tudo. No meu espelho há muitas faces, línguas, cores e tradições.

Olhando no espelho vejo que muitas ações se repetem, inconscientes, impensadas, irracionais. Continuamos apenas repetindo o que se aprende, sem maiores reflexões. O lado racional tantas vezes se demonstra ofuscado pela ignorância. O espelho fica embaçado pelo meu próprio hálito...

“Por acaso, surpreendo-me no espelho: 
Quem é esse que me olha e é tão mais velho que eu? (...) 
Parece meu velho pai - que já morreu! (...)
Nosso olhar duro interroga:
"O que fizeste de mim?" Eu pai? Tu é que me invadiste.
Lentamente, ruga a ruga... Que importa!
Eu sou ainda aquele mesmo menino teimoso de sempre
E os teus planos enfim lá se foram por terra,
Mas sei que vi, um dia - a longa, a inútil guerra!
Vi sorrir nesses cansados olhos um orgulho triste..."
(Espelho, de  Mário Quintana)


CONTOS EMANADOS DE SITUAÇÕES COTIDIANAS

“Os contos e poemas contidos neste blog são obras de ficção, qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações terá sido mera coincidência”

SABORES DO COMENDADOR

Ator Nacional: Carlos Vereza

Ator Internacional: Michael Carlisle Hall/ Jensen Ackles/ Eric Balfour

Atriz Nacional: Rosamaria Murtinho / Laura Cardoso/Zezé Mota

Atriz Internacional: Anjelica Huston

Cantor Nacional: Martinho da Vila/ Zeca Pagodinho

Cantora Nacional: Leci Brandão/ Maria Bethania/ Beth Carvalho/ Alcione/Dona Ivone Lara/Clementina de Jesus

Música: Samba de Roda

Livro: O Egípcio - Mika Waltaire

Autor: Carlos Castañeda

Filme: Besouro/Cafundó/ A Montanha dos Gorilas

Cor: Vinho e Ocre

Animal: Todos, mas especialmente gatos, jabotis e corujas.

Planta: aloé

Comida preferida: sashimi

Bebida: suco de graviola/cerveja

Mania: (várias) não passo embaixo de escada

O que aprecio nas pessoas: pontualidade, responsabilidade e organização

O que não gosto nas pessoas: pessoas indiscretas e que não cumprem seus compromissos.

Alimento que não gosta: coco, canjica, arroz doce, melão, melancia, jaca, caqui.

UM POUCO DO COMENDADOR.


Formado em Matemática e Pedagogica. Especialista em Supervisão Escolar. Especialista em Psicologia Multifocal. Mestre em Educação. Doutor Honoris Causa pela ABD e Instituto VAEBRASIL.

Comenda Rio de Janeiro pela Febacla. Comenda Rubem Braga pela Academia Marataizense de Letras (ES). Comenda Castro Alves (BA). Comendador pela ESCBRAS. Comenda Nelson Mandela pelo CONINTER e OFHM.

Cadeira 023, da Área de Letras, Membro Titular do Colegiado Acadêmico do Clube dos Escritores de Piracicaba, patronesse Juliana Dedini Ometto. Membro efetivo da Academia Virtual Brasileira de Letras. Membro da Academia Brasileira de Estudos e Pesquisas Literárias. Membro da Literarte - Associação Internacional de Escritores e Acadêmicos. Membro da União Brasileira de Escritores. Membro da Academia de Letras e Artes de Fortaleza (ALAF). Membro da Academia de Letras de Goiás Velho (ALG). Membro da Academia de Letras de Teófilo Ottoni (Minas Gerais). Membro da Academia de Letras de Cabo Frio (ARTPOP). Membro da Academia de Letras do Brasil - Seccional Suíça. Membro da Academia dos Cavaleiros de Cristóvão Colombo. Embaixador pela Académie Française des Arts Lettres et Culture. Membro da Academia de Letras e Artes Buziana. Cadeira de Grande Honra n. 15 - Patrono Pedro I pela Febacla. Membro da Academia de Ciências, Letras e Artes de Iguaba Grande (RJ). Cadeira n.º 2- ALB Araraquara.

Moção de Aplausos pela Câmara Municipal de Taquaritinga pelos serviços em prol da Educação. Moção de Aplausos pela Câmara Municipal de Bebedouro por serviços prestados à Educação Profissional no município. Homenagem pela APEOESP, pelos serviços prestados à Educação. Título de Cidadão Bebedourense. Personalidade 2010 (Top of Mind - O Jornal- Bebedouro). Personalidade Mais Influente e Educador 2011(Top of Mind - O Jornal- Bebedouro). Personalidade 2012 (ARTPOP). Medalha Lítero-Cultural Euclides da Cunha (ALB-Suíça). Embaixador da Paz pelo Instituto VAEBRASIL.

Atuou como Colunista do Diário de Taquaritinga e Jornal "Quatro Páginas" - Bebedouro/SP.
É Colunista do Portal Educação (http://www.portaleducacao.com.br

Premiações Literárias: 1º Classificado na IV Seletiva de Poesias, Contos e Crônicas de Barra Bonita – SP, agosto/2005, Clube Amigo das Letras – poema “A benção”, Menção Honrosa no XVI Concurso Nacional de Poesia “Acadêmico Mário Marinho” – Academia de Letras de Paranapuã, novembro/2005 – poema “Perfeita”, 2º colocado no Prêmio FEUC (Fundação Educacional Unificada Campograndense) de Literatura – dezembro/2005 – conto “A benção”, Menção Especial no Projeto Versos no Varal – Rio de Janeiro – abril/2006 – poema “Invernal”, 1º lugar no V Concurso de Poesias de Igaraçu do Tietê – maio/2006 – poema “Perfeita”, 3º Menção Honrosa no VIII Concurso Nacional de Poesias do Clube de Escritores de Piracicaba – setembro/2006 – poema “Perfeita”, 4º lugar no Concurso Literário de Bebedouro – dezembro/2006 –poema “Tropeiros”, Menção Honrosa no I concurso de Poesias sobre Cooperativismo – Bebedouro – outubro/2007, 1º lugar no VI Concurso de Poesias de Guaratinguetá – julho/2010 – poema “Promessa”, Prêmio Especial no XII Concurso Nacional de Poesias do Clube de Escritores de Piracicaba, outubro/2010, poema “Veludo”, Menção Honrosa no 2º Concurso Literário Internacional Planície Costeira – dezembro/2010, poema “Flor de Cera”, 1º lugar no IV Concurso de Poesias da Costa da Mata Atlântica – dezembro/2010 – poema “Flor de Cera”. Outorga do Colar de Mérito Literário Haldumont Nobre Ferraz, pelo trabalho Cultural e Literário. Prêmio Literário Cláudio de Souza - Literarte 2012 - Melhor Contista.Prêmio Luso-Brasileiro de Poesia 2012 (Literarte/Editora Mágico de Oz), Melhor Contista 2013 (Prêmio Luso Brasileiro de Contos - Literarte\Editora Mágico de Oz)

Antologias: Agreste Utopia – 2004; Vozes Escritas –Clube Amigos das Letras – 2005; Além das Letras – Clube Amigos das Letras – 2006; A Terra é Azul ! -Antologia Literária Internacional – Roberto de Castro Del`Secchi – 2008; Poetas de Todo Brasil – Volume I – Clube dos Escritores de Piracicaba – 2008; XIII Coletânea Komedi – 2009; Antologia Literária Cidade – Volume II – Abílio Pacheco&Deurilene Sousa -2009; XXI Antologia de Poetas e Escritores do Brasil – Reis de Souza- 2009; Guia de Autores Contemporâneos – Galeria Brasil – Celeiro de Escritores – 2009; Guia de Autores Contemporâneos – Galeria Brasil – Celeiro de Escritores – 2010; Prêmio Valdeck Almeida de Jesus – V Edição 2009, Giz Editorial; Antologia Poesia Contemporânea - 14 Poetas - Celeiro de Escritores, 2010; Contos de Outono - Edição 2011, Autores Contemporâneos, Câmara Brasileira de Jovens Escritores; Entrelinhas Literárias, Scortecci Editora, 2011; Antologia Literária Internacional - Del Secchi - Volume XXI; Cinco Passos Para Tornar-se um Escritor, Org. Izabelle Valladares, ARTPOP, 2011; Nordeste em Verso e Prosa, Org. Edson Marques Brandão, Palmeira dos Indios/Alagoas, 2011; Projeto Delicatta VI - Contos e Crônicas, Editora Delicatta, 2011; Portas para o Além - Coletânea de Contos de Terror -Literarte - 2012; Palavras, Versos, Textos e Contextos: elos de uma corrente que nos une! - Literarte - 2012; Galeria Brasil 2012 - Guia de Autores Contemporâneos, Celeiro de Escritores, Ed. Sucesso; Antologia de Contos e Crônicas - Fronteiras : realidade ou ficção ?, Celeiro de Escritores/Editora Sucesso, 2012; Nossa História, Nossos Autores, Scortecci Editora, 2012. Contos de Hoje, Literacidade, 2012. Antologia Brasileira Diamantes III, Berthier, 2012; Antologia Cidade 10, Literacidade, 2013. I Antologia da ALAB. Raízes: Laços entre Brasil e Angola. Antologia Asas da Liberdade. II Antologia da ACLAV, 2013, Literarte. Amor em Prosa e Versos, Celeiro de Escritores, 2013. Antologia Vingança, Literarte, 2013. Antologia Prêmio Luso Brasileiro - Melhores Contistas 2013. O tempo não apaga, Antologia de Poesia e Prosa - Escritores Contemporâneos - Celeiro de Escritores. Palavras Desavisadas de Tudo - Antologia Scortecci de Poesias, Contos e Crônicas 2013. O Conto Brasileiro Hoje - Volume XXIII, RG Editores. Antologia II - Academia Nacional de Letras do Portal do Poeta Brasileiro. antologia Escritores Brasileiros, ZMF Editora. O Conto Brasileiro Hoje - Volume XXVI - RG Editores (2014). III Antologia Poética Fazendo Arte em Búzios, Editora Somar (2014). International Antology Crossing of Languages - We are Brazilians/ antologia Internacional Cruce de Idiomas - Nosotros Somos Brasileños - Or. Jô Mendonça Alcoforado - Intercâmbio Cultural (2014). 5ª Antologia Poética da ALAF (2014). Coletânea Letras Atuais, Editora Alternativa (2014). Antologia IV da Academia Nacional de Letras do Portal do Poeta Brasileiro, Editora Iluminatta (2014). A Poesia Contemporânea no Brasil, da Academia Nacional de Letras do Portal do Poeta Brasileiro, Editora Iluminatta (2014). Enciclopédia de Artistas Contemporâneos Lusófonos - 8 séculos de Língua Portuguesa, Literarte (2014). Mr. Hyde - Homem Monstro - Org. Ademir Pascale , All Print Editora (2014)

Livros (Solos): “Análise Combinatória e Probabilidade”, Geraldo José Sant’Anna/Cláudio Delfini, Editora Érica, 1996, São Paulo, e “Encantamento”, Editora Costelas Felinas, 2010; "Anhelos de la Juvenitud", Geraldo José Sant´Anna/José Roberto Almeida, Editora Costelas Felinas, 2011; O Vôo da Cotovia, Celeiro de Escritores, 2011, Pai´é - Contos de Muito Antigamente, pela Celeiro de Escritores/Editora Sucesso, 2012, A Caminho do Umbigo, pela Ed. Costelas Felinas, 2013. Metodologia de Ensino e Monitoramento da Aprendizagem em Cursos Técnicos sob a Ótica Multifocal (Editora Scortecci). Tarrafa Pedagógica (Org.), Editora Celeiro de Escritores (2013). Jardim das Almas (romance). Floriza e a Bonequinha Dourada (Infantil) pela Literarte. Planejamento, Gestão e Legislação Escolar pela Editora Erica/Saraiva (2014).

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Metodologia e Avaliação da Aprendizagem

Pai´é - Contos de Muito Antigamente

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Contos de Geraldo J. Sant´Anna e fotos de Geraldo Gabriel Bossini

ENCANTAMENTO

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Análise Combinatória e Probabilidades

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juntamente com o amigo Cláudio Delfini

Anhelos de la Juvenitud

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Prêmio Luso Brasileiro de Poesia 2012/2013

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Lançamento da Antologia Vozes Escritas

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Antologia da ALAB

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